Questão 37 do ENEM 2018 de Linguagens

Acerto geral
25,7%
Dificuldade
Média
Distrator mais marcado
B
Amostra
4.130.433 alunos
Habilidade
H21

Enunciado

"Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!" Entendeu as palavras dessa frase? Se sim, é porque você manja alguma coisa de pajubá, o "dialeto secreto" dos gays e travestis.

Adepto do uso das expressões, mesmo nos ambientes mais formais, um advogado afirma: "É claro que eu não vou falar durante uma audiência ou numa reunião, mas na firma, com meus colegas de trabalho, eu falo de 'acué' o tempo inteiro", brinca. "A gente tem que ter cuidado de falar outras palavras porque hoje o pessoal já entende, né? Tá na internet, tem até dicionário...", comenta.

O dicionário a que ele se refere é o Aurélia, a dicionária da língua afiada, lançado no ano de 2006 e escrito pelo jornalista Angelo Vip e por Fred Libi. Na obra, há mais de 1 300 verbetes revelando o significado das palavras do pajubá.

Não se sabe ao certo quando essa linguagem surgiu, mas sabe-se que há claramente uma relação entre o pajubá e a cultura africana, numa costura iniciada ainda na época do Brasil colonial.

Disponível em: www.midiamax.com.br. Acesso em: 4 abr. 2017 (adaptado).

Comando

Da perspectiva do usuário, o pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico, especialmente por

Alternativas

Clique para revelar a correta.

A
B
C
D
E

Anotações, grifos e alternativas eliminadas ficam salvos neste navegador.

Resolução comentada passo a passo

Gabarito oficial: C

Análise

Análise da questão

Onde a questão está na matriz do ENEM, como os alunos erraram e a partir de que nota ela fica acessível.

Essa era uma questão de consolidação

Na matriz, ela aparece como uma questão intermediária e separava razoavelmente os alunos.

Se você errou, use como diagnóstico e revise o ponto cobrado sem transformar isso em prioridade isolada.

Dificuldade

627

Exige mais cuidado na leitura.

Discriminação

423

Boa para separar alunos preparados dos demais.

Acerto geral

25,7%

Mais da metade errou.

1. Onde ela está na matriz?

Separa pouco
Separa razoavelmente
Separa muito
Mais difícil
Desafio pouco diagnóstico
Aprofundamento
Questão decisiva
Intermediária
Baixo sinal
Consolidação
Alavancagem
Mais acessível
Aquecimento
Base segura
Obrigatória

Quadrante atual: média + média

Fortalece base e consistência. Por isso, errar aqui costuma indicar uma falha importante.

2. Onde os alunos erraram?

A alternativa correta era C.

A
23,8%
B
32,0%
C
25,7%
D
4,3%
E
14,1%

Principal armadilha

Entre os alunos que erraram, a alternativa B foi a que mais enganou.

32%

Entre alunos de alto desempenho

A
22%
B
29%
C
16%
D
31%
E
3%

16% marcaram C.

Isso sugere que a questão não era ambígua para alunos fortes.

3. A partir de que nota essa questão fica fácil?

A curva mostra a chance de acerto conforme a nota aumenta.

0%25%50%75%100%24%450–49924%500–54925%550–59925%600–64921%650–69915%700–74910%750–799

Até 550

Zona de instabilidade.

550 a 650

Faixa de virada.

Acima de 700

Domínio mais claro.

Conclusão da curva: a curva não mostra crescimento tão claro entre as faixas de nota.

4. Leitura do resultado

Estes sinais usam a posição na matriz, a taxa de acerto e a distribuição das alternativas.

Se você acertou

Acertar aqui confirma base, mas o item não é sozinho um grande diferencial de nota.

Entre os alunos de melhor desempenho, 16,1% marcaram C.

Se você errou

Errar aqui sugere revisar o comando e o conceito cobrado, sem transformar o item em prioridade máxima.

Acerto geral: 25,7%. Na matriz, ela aparece como uma questão intermediária e separava razoavelmente os alunos.

Armadilha da alternativa B

A alternativa B concentrou 32,0% das marcações. Compare-a com C: a armadilha provavelmente está no detalhe que muda a leitura do comando.

A correta C ficou com 25,7% das respostas.

Dados: 4.130.433 respostas. Grupo de alto desempenho: 14.572 alunos. Ranking de dificuldade: 8 de 180.

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