Questão 128 do ENEM 2010 de Linguagens

Acerto geral
16,7%
Dificuldade
Difícil
Distrator mais marcado
B
Amostra
3.233.293 alunos
Habilidade
H17

Enunciado

Capítulo III

Um criado trouxe o café. Rubião pegou na xícara e, enquanto lhe deitava açúcar, ia disfarçadamente mirando a bandeja, que era de prata lavrada. Prata, ouro, eram os metais que amava de coração; não gostava de bronze, mas o amigo Palha disse-lhe que era matéria de preço, e assim se explica este par de figuras que aqui está na sala: um Mefistófeles e um Fausto. Tivesse, porém, de escolher, escolheria a bandeja, – primor de argentaria, execução fina e acabada. O criado esperava teso e sério. Era espanhol; e não foi sem resistência que Rubião o aceitou das mãos de Cristiano; por mais que lhe dissesse que estava acostumado aos seus crioulos de Minas, e não queria línguas estrangeiras em casa, o amigo Palha insistiu, demonstrando-lhe a necessidade de ter criados brancos. Rubião cedeu com pena. O seu bom pajem, que ele queria pôr na sala, como um pedaço da província, nem o pôde deixar na cozinha, onde reinava um francês, Jean; foi degradado a outros serviços.

ASSIS, M. Quincas Borba. In: Obra completa. V.1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1993 (fragmento).

Comando

Quincas Borba situa-se entre as obras-primas do autor e da literatura brasileira. No fragmento apresentado, a peculiaridade do texto que garante a universalização de sua abordagem reside

Alternativas

Clique para revelar a correta.

A
B
C
D
E

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Resolução comentada passo a passo

Gabarito oficial: A

Análise

Análise da questão

Onde a questão está na matriz do ENEM, como os alunos erraram e a partir de que nota ela fica acessível.

Essa era uma questão de desafio pouco diagnóstico

Na matriz, ela aparece como uma das questões mais exigentes e separava pouco os alunos.

Se você errou, use como diagnóstico e revise o ponto cobrado sem transformar isso em prioridade isolada.

Dificuldade

825

Exige mais cuidado na leitura.

Discriminação

141

Boa para separar alunos preparados dos demais.

Acerto geral

16,7%

Mais da metade errou.

1. Onde ela está na matriz?

Separa pouco
Separa razoavelmente
Separa muito
Mais difícil
Desafio pouco diagnóstico
Aprofundamento
Questão decisiva
Intermediária
Baixo sinal
Consolidação
Alavancagem
Mais acessível
Aquecimento
Base segura
Obrigatória

Quadrante atual: difícil + baixa

Exige bastante, mas separa pouco os níveis de desempenho. Por isso, errar aqui costuma indicar uma falha importante.

2. Onde os alunos erraram?

A alternativa correta era A.

A
16,7%
B
28,6%
C
11,6%
D
22,4%
E
20,8%

Principal armadilha

Entre os alunos que erraram, a alternativa B foi a que mais enganou.

29%

Entre alunos de alto desempenho

A
25%
B
26%
C
5%
D
6%
E
38%

25% marcaram A.

Isso sugere que a questão não era ambígua para alunos fortes.

3. A partir de que nota essa questão fica fácil?

A curva mostra a chance de acerto conforme a nota aumenta.

0%25%50%75%100%17%450–49916%500–54915%550–59916%600–64920%650–69925%700–74931%750–799

Até 550

Zona de instabilidade.

550 a 650

Faixa de virada.

Acima de 700

Domínio mais claro.

Conclusão da curva: a chance de acerto cresce de forma organizada conforme a nota aumenta.

4. Leitura do resultado

Estes sinais usam a posição na matriz, a taxa de acerto e a distribuição das alternativas.

Se você acertou

Acertar aqui indica repertório em um item exigente; vale guardar o caminho de resolução.

Entre os alunos de melhor desempenho, 24,6% marcaram A.

Se você errou

Errar aqui não é o principal alerta da prova, mas mostra um tópico de aprofundamento.

Acerto geral: 16,7%. Na matriz, ela aparece como uma das questões mais exigentes e separava pouco os alunos.

Armadilha da alternativa B

A alternativa B concentrou 28,6% das marcações. Compare-a com A: a armadilha provavelmente está no detalhe que muda a leitura do comando.

A correta A ficou com 16,7% das respostas.

Dados: 3.233.293 respostas. Grupo de alto desempenho: 0 alunos. Ranking de dificuldade: 3 de 180. Dificuldade/discriminação estimadas pela curva empírica (sem calibração TRI).

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